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Aprender brincando: escolas ensinam por meio de brincadeiras em grupo

Por User Not Found

A brincadeira é muito importante para uma criança. Muito mais do que mera diversão, o brincar é a forma como a criança explora, desvenda e interpreta o mundo. Ao brincar, a criança desenvolve sua autonomia e criatividade e também aprende a resolver conflitos, a dividir, a seguir regras, a respeitar o outro e a lidar com diferenças.

Por todos esses motivos, quando falamos de infância, a brincadeira em grupo é uma grande aliada das escolas na educação infantil. O guia Play It Fair, por exemplo, elaborado pela Equitas, uma ONG internacional sediada no Canadá, traz 60 brincadeiras para crianças de 6-12 anos para discutir temas como direitos humanos, discriminação e resolução de conflitos.

Aprender brincando: escolas ensinam por meio de brincadeiras em grupo

Esse guia vem sendo utilizado como fonte de inspiração para ensinar brincando por educadores de todo mundo, que usam as atividades para trabalhar com os alunos os valores primordiais da Declaração Universal dos Direitos Humanos, como cooperação, respeito, equidade, inclusão, respeito à diversidade, responsabilidade e aceitação.

A revista Nova Escola fez uma reportagem com dicas de brincadeiras em grupo para crianças da creche e da pré-escola. As dicas são da educadora Dalila Jucá, coordenadora pedagógica do CEI Almerinda de Albuquerque, em Fortaleza, e autora de dois livros com sugestões de jogos para brincar com os alunos da creche e da pré-escola.

Confira algumas delas

Cauda do Dragão: as crianças devem ficar em pé, em fila indiana e colocar as mãos na cintura da criança à sua frente. A ideia é que a fila represente o corpo de um dragão. Assim, a primeira criança da fila representaria a cabeça e a última, a cauda. O objetivo do jogo é fazer com que a cabeça pegue a cauda. Então, ao sinal da professora, o "dragão" passará a se movimentar, seguindo sempre a cabeça, enquanto a cauda deve fazer de tudo para não ser pega, sem, é claro, soltar-se do corpo do dragão.

O feiticeiro e as estátuas: é um jogo de pega-pega em que o pegador é o “feiticeiro”. Dentro de uma área delimitada anteriormente, toda vez que ele encostar em alguém, a criança estará “enfeitiçada”, o que significa que deve parar em seu lugar com as pernas abertas para que as outras possam passar por baixo das pernas e salvá-las do feitiço. Depois de algum tempo, o "feiticeiro" deverá ser substituído.

Tesouro perdido: uma criança é escolhida para ser o pirata e deve esconder o tesouro (que pode ser qualquer coisa, como uma bala ou um brinde). Feito isso, o pirata diz: "Vamos ajudar o pirata trapalhão?", e essa é a deixa para as outras crianças começarem a procurar o tesouro. Elas têm 5 minutos para achar e, caso não consigam, o pirata dá algumas pistas de onde o escondeu. Quando o tesouro é encontrado, a criança que o achou deve escondê-lo novamente. A cada rodada, novos objetos podem ser colocados no saquinho. Quem acha o tesouro pode ficar com ele ou dividir com o pirata e os outros participantes.

O carteiro: os participantes ficam sentados em círculo. O educador inicia falando: "O carteiro mandou uma carta... (suspense) só pra quem está usando camiseta branca". Todos que estiverem de camiseta branca trocam de lugar, mas não podem ir para o lugar ao lado. Quem não consegue trocar rapidamente de lugar fica fora da brincadeira. A brincadeira prossegue com comandos variados: só pra quem estiver de cabelo solto, de cabelo preso, de anel, de relógio, de rosa, de azul... A brincadeira prossegue com a mudança do carteiro.